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Colonoscopia

O QUE É A COLONOSCOPIA?
A colonoscopia consiste na introdução, pelo ânus, de um tubo flexível que permite a visão direta do interior destes segmentos intestinais, com imagem ampliada e de alta definição. É um meio seguro e fácil para o diagnóstico e, eventualmente, tratamento das doenças do reto, do cólon e do íleo terminal. Pode ser feita em consultório ou a depender da idade do paciente, em ambiente hospitalar, com o mínimo de desconforto para o paciente.  Antes do exame  o intestino grosso deve ser limpo para que nenhum resíduo fecal fique no seu interior.


Aparelho de Endoscopia Alta e Baixa

EQUIPAMENTO.

Sistema eletrônico de vídeo moderno. Fonte de luz que produz luminosidade transmitida através de fibras ópticas até a ponta distal do colonoscópio onde existe um sistema de microcâmera que capta a imagem e a envia ao monitor.

QUAIS AS INDICAÇÕES?
Pessoas com mais de 50 anos (baixo risco de câncer colorretal).
História pessoal ou familiar de adenoma colo-retal ou câncer colo-retal, endométrio, ovário, mama, ureter, pelve renal, pâncreas, intestino delgado e hepatobiliar.
Portadores da Doença Intestinal Inflamatória (Retocolite Ulcerativa ou Doença de Crohn).
Dor e/ou desconforto no abdome inferior.
Alteração do hábito intestinal (diarréia e/ou constipação).
Evacuação incompleta.
Sangramento anal. Hemorragia digestiva baixa.
Pesquisa de sangue oculto nas fezes positivo.
Muco nas fezes.
Fezes finas.
Emagrecimento.
Anemia ferropriva.

COMO SABER QUE RISCO SE TEM PARA O DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER DO INTESTINO GROSSO

BAIXO RISCO
1. Idade igual ou maior a 50 anos.
Se a colonoscopia for normal, repetir a cada 5 anos.

MÉDIO RISCO
1. Mulheres com história de câncer de mama, de ovário ou de endométrio.
Se a colonoscopia for normal, repetir a cada 5 anos.
2. Parente de 1o grau com pólipo ou câncer no intestino com mais de 60 anos.
Se a colonoscopia aos 40 anos for normal, repetir a cada 5 anos.

ALTO RISCO
1. Parente de 1o grau com pólipo ou câncer no intestino com menos de 60 anos.
Se a colonoscopia aos 40 anos ou 5 anos antes for normal, repetir a cada 3 anos.
2. Pessoa com história de pólipo no intestino.
Colonoscopia a cada 1 ou 3 anos. Após dois exames consecutivos normais, o intervalo aumenta para 3 anos.
3. Pessoa com história de câncer no intestino.
Colonoscopia a cada 1 ou 2 anos independente do encontro ou não de pólipos.
4. Pessoa com história de Doença de Crohn ou de Retocolite ulcerativa.
Colonoscopia anual após 7 ou 10 anos de diagnóstico da doença.

QUAIS EXAMES SÃO NECESSÁRIOS PARA A REALIZAÇÃO DA COLONOSCOPIA?
Todos os pacientes acima de 60 anos de idade, deverão realizar previamente o hemograma completo e Eletrocardiograma.

VOU SENTIR DOR DURANTE O EXAME?
Você realizará um exame seguro e confiável, para tanto, serão administradas medicações analgésicas através da veia antes do inicio do exame. O objetivo é diminuir a ansiedade e o desconforto, facilitando a realização do exame, sendo importante que o paciente mantenha a resposta ao comando verbal para auxiliar a realização do exame.
Utiliza-se a associação de medicamentos com tempo de ação curto e maior efeito amnésico.

POSSO IR DESACOMPANHADO?
Não. Os medicamentos utilizados durante a colonoscopia provocam uma diminuição de seus reflexos de atenção por algumas horas. Assim, você não deverá sair sozinho e, principalmente, não deverá dirigir qualquer tipo de veículo.

COMO É O PROCEDIMENTO COLONOSCÓPICO?


Com o paciente deitado sobre o ombro esquerdo, a região perianal e anal é  examinada, segue-se o toque retal dilatando levemente o canal anal. A ponta do colonoscópio lubrificada é delicadamente introduzido no canal anal. O reto é visualizado e por onde freqüentemente o colonoscópio passa facilmente. O sigmóide pode apresentar certa dificuldade, principalmente ao nível da transição retossigmoidiana, mas com algumas manobras (tração e rotação para a direita) e com a ajuda do auxiliar (compressão do abdome) freqüentemente consegue-se prosseguir com o exame. O cólon descendente, normalmente, é examinado facilmente (aspecto tubular). O ângulo esplênico é ultrapassado mantendo-se o aparelho retificado e   rodando-o para a esquerda e quando necessário muda-se o decúbito do paciente para o dorsal. O cólon transverso ( aspecto triangular) normalmente é vencido com facilidade. O ângulo hepático é usualmente angulação aguda do colonoscópio alcançando o cólon ascendente e chegando por fim ao ceco (fundo cego, orifício apendicular e válvula ileal). A identificação do ceco é que assegura um exame completo e sempre deve-se tentar visualizar o íleo terminal pela transposição da válvula íleo-cecal.

QUAIS AS PRINCIPAIS DOENÇAS DIAGNOSTICADAS?

Pólipo colo-retal
Lesões benignas que surgem no intestino grosso de algumas pessoas. Qualquer pessoa pode ter pólipos ao longo da vida. Geralmente não causam sintomas. Cerca de 15% dos pólipos (adenomas) se transformam em câncer em 5 a 10 anos. Portanto o câncer do intestino grosso (colo-retal) é facilmente evitável removendo-se os pólipos pela colonoscopia antes que ele se transforme. A colonoscopia diagnostica cerca de 95% das lesões.

Câncer colo-retal
Trata-se de um dos tumores mais freqüentes no mundo ocidental. É o segundo câncer mais diagnosticado na região sudeste. Quando descoberto tardiamente é quase sempre fatal. Quase metade dos pacientes com este câncer ainda morre em menos de 5 anos após tratamento. Por isso é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura é grande. Quando detectado no começo, a sobrevida ultrapassa 90%.

Colites
Doença Intestinal Inflamatória (Retocolite Ulcerativa ou Doença de Crohn).
Colite associada a doença diverticular.
Colite microscópica.
Colite infecciosa.
A colonoscopia tem possibilitado o diagnóstico de certeza em mais de 90% dos casos, uma vez que o tratamento clínico é específico e depende da gravidade. São crônicas, mas a maioria é controlável com a medicação. Há um aumento importante da incidência de câncer, sendo maior na retocolite.

Doença Diverticular do Cólon
São pequenas bolsas formadas pela protrusão da mucosa do intestino grosso através da parede do cólon. Podem sangrar maciçamente, principalmente quando difusos e/ou manifestar-se pela dor na região inferior esquerda do abdome com alteração do hábito intestinal (mais comum). Acomete cerca de 50% dos pacientes entre os 60 e 80 anos e tende a ser mais grave no adulto jovem. O tratamento depende da forma clínica, variando do tratamento da constipação (fibras) até a cirurgia com a retirada do seguimento acometido, algumas vezes na urgência (inflamação aguda).

Má formação vascular (angiodisplasias)
Lesões vasculares ectasiadas, de etiologia degenerativa, associadas com a idade, resultantes da dilatação das veias da submucosa e produzidas por dificuldade do fluxo sangüíneo através da camada muscular da parede cólica. Sua incidência varia de 0,2 a 6,2%.

Hemorragia Digestiva Baixa
As duas principais causas de sangramento digestivo baixo intenso, na idade avançada, são as angiodisplasias e as doenças diverticulares, com tendência a se considerar esta última como a mais importante. Assim, após afastar o trato digestivo alto como o local da fonte do sangramento exteriorizado pelo reto, a colonoscopia constitui-se num dos principais progressos no diagnóstico de condições patológicas do cólon potencialmente hemorrágicas. A colonoscopia tornou-se um método diagnóstico eficaz, fornecendo informações valiosas ao redor de 75% dos casos. Sempre realiza-se o preparo expresso do cólon com 1.000 ml Manitol a 10%.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS?

Biópsia


Se a colonoscopia revelar alguma alteração na mucosa, uma pinça de biópsia será introduzida por um canal do aparelho até a sua extremidade final a fim de retirar alguns fragmentos do tecido alterado e enviá-los para a análise de um patologista. Lembre-se que, biópsias podem ser feitas por várias razões, como para inflamações e úlceras, não significando, necessariamente, suspeita de câncer.

Cromoscopia


Técnica endoscópica que consiste na utilização de corantes (Índigo Carmim) que colocam em evidência alterações contraste da lesão com a mucosa normal que, comumente, passariam desapercebidas ao exame convencional. A coloração pode trazer esclarecimentos de três ordens:
• Acentuar a visão dos relevos
• Informar sobre a estrutura histológica ou histoquímica do epitélio de revestimento e de soluções de continuidade que o interromperam.
• Fornecer indicações sobre as funções do epitélio.

Magnificação


É a observação endoscópica da estrutura fina da mucosa do aparelho digestivo.
A magnificação de imagem com aumento de 100, 150 e 200 vezes associada ao uso de corantes, torna o exame mais detalhado, já que as imagens produzidas são similares ao diagnóstico histopatológico.

Polipectomia Simples



O processo de remoção dos pólipos (polipectomia) consiste em colocar um laço de metal à volta do tronco fechando gradualmente, provocando estrangulamento da lesão seguido da aplicação de uma corrente elétrica para cortar e coagular o tronco do pólipo. Nas lesões pequenas o corte pode ser a frio, sem corrente elétrica. A cabeça do pólipo é recuperada depois enviada para análise. O processo de corte é absolutamente indolor.

Polipectomia Com Injeção Profilática
Para os pólipos com os pedículos (haste) com mais de 10 mm a injeção de solução de adrenalina 1:10.000 na base do pólipo ou no pedículo é afetiva na prevenção de complicações com sangramento e perfurações. Realizado a semelhança da mucosectomia.

Mucosectomia (retirada de lesões planas)


A retirada dos pólipos sésseis ou lesões levemente elevadas (neoplasias superficiais) com ou sem componente deprimido devem ser realizadas em bloco junto com tecido normal adjacente para avaliar se as margens estão livres, em vez de por fragmentos piecemeal.
A mucosectomia é a técnica recomendada pela literatura médica para a ressecção em bloco destas lesões.
Realiza-se a cromoscopia com o Índigo Carmim, a mucosectomia consiste na injeção de solução de adrenalina 1:20.000 em SF0,9% ou substâncias coloidais sob a lesão que deve ser removida, com o intuito de elevá-la para criar um plano para a apreensão com a alça e de interpor um meio protetor entre a mucosa e a parede muscular, reduzindo o risco de perfuração.

 Hemostasia na Hemorragia Digestiva Baixa


Se durante a colonoscopia for identificado algum local com sangramento ativo, este pode ser controlado através de coagulação ou de injeção de substâncias esclerosantes introduzidas através do próprio aparelho.

Hemostasia com injeção

É utilizada uma agulha descartável, montada em cânula de teflon, com a qual se punciona o território do vaso sangrante e através da qual se injeta uma solução de esclerosante (álcool ou etanolamina) ou solução de adrenalina 1:10.000 para provocar edema local e conseqüente compressão do vaso sanguíneo.

Hemostasia com a coagulação bipolar


É utilizada uma sonda bipolar que impede a fuga de calor reduzindo a penetração tecidual e concentrando a coagulação no ponto sangrante.
A associação dos métodos aumenta a eficácia dos métodos. Injeta a solução de adrenalina reduzindo o sangramento permitindo a identificação precisa do ponto sangrante para a utilização da sonda bipolar.

ESSES PROCEDIMENTOS SÃO PERIGOSOS?

Você realizará a colonoscopia apenas para diagnóstico. Neste caso a incidência de complicações é muito baixa, variando, de acordo com a  literatura, de 0,05% a 0,3%. A mais  freqüente é a perfuração do intestino.
A retirada dos pólipos com mais de 10 mm (cirurgia), durante a colonoscopia, aumenta a risco de complicações para até 3%, sendo a mais freqüente a hemorragia mesmo após a cauterização e pode acontecer até 15 dias após o ato cirúrgico. Manifesta pela saída de sangue vivo ou coagulado pelo ânus misturado ou não às fezes. A hemorragia que ocorre imediatamente após o ato cirúrgico pode ser controlada durante a cirurgia, mas mesmo assim pode sangrar novamente.

O QUE VOCÊ PODERÁ SENTIR APÓS A COLONOSCOPIA?

1- Sonolência: em função dos efeitos da medicação sedativa. Apenas descanse.
2- Cólica abdominal: relacionada à injeção de ar no intestino durante o exame, e que melhoram à medida que forem eliminados.

3- Náuseas e vômitos: poderá ocorrer devido à medicação sedativa. Nessa situação deverá permanecer em repouso deitado por mais tempo.

QUAIS AS RECOMENDAÇÕES A SEGUIR APÓS A COLONOSCOPIA?

Biópsia: coleta de material para análise pelo médico patologista.
 
1.    O material é coletado durante o exame e posteriormente entregue ao acompanhante para que este direcione a uma Clínica Especializada para que seja analisado o material;
2.    Logo que o paciente receba o resultado, deverá agendar uma consulta para entrega do mesmo.

ORIENTAÇÕES APÓS A COLONOSCOPIA
 
1.       Pode alimentar-se após o exame, mas de preferência alimentos de fácil digestão.
3.       Procure ficar em casa de repouso nas próximas 12 horas evitando esforços.
4.       Não tome nenhuma decisão importante nas próximas 12 horas.
5.       Não dirija e não exerça atividades de risco nas próximas 12 horas.
6.       Não use bebidas alcoólicas nas próximas 24 horas.
7.       Dor abdominal forte ou sangramento intestinal não são comuns e deverão ser notificados.
8.       Qualquer dúvida entre em contato no telefone (75) 3603-5800.

COMPLICAÇÕES
Felizmente são raras. Mais freqüentes nos pacientes com cirurgia pélvica prévia, doença diverticular, doenças inflamatórias severas e quando terapêuticas.
As mais freqüentes: hemorragia (normalmente relacionadas á polipectomia) e a perfuração (é a de maior gravidade e de tratamento cirúrgico).
Outras: distensão abdominal, bacteremia, volvo de sigmóide, rupturas de aneurisma abdominais, trauma esplênico e outras.

Relacionadas ao preparo pode ocorrer desidratação com hipovolemia e ainda as decorrentes da sedação como os distúrbios cárdio-respiratórios.

PROCURE O SEU MÉDICO CASO SINTA:
1. Dor abdominal forte e contínua.
2. Sangramento intestinal em maior quantidade.
3. Febre.

REFERÊNCIAS:

Disponível em: http://derival.santos.vilabol.uol.com.br/colonoscopia.htm.
Acesso em: 26 abr. 2010, 12:12.

 
 
 
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